A Jararaca-cruzeira (Bothrops neuwiedi) é uma serpente de até 1,15 m encontrada no Brasil, Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina. Possui coloração variável entre cinza, marrom ou pardo de acordo com a subespécie, com manchas triangulares escuras, margeadas de claro, e indivíduos jovens com a ponta da cauda branca. Também é conhecida pelos nomes de boca-de-sapo, bocuda, jararaca-do-rabo-branco, jararaca-pintada, jararaquinha, rabo-de-osso, tirapéia e urutu.
Seu veneno tem ação proteolítica. Todas as serpentes do grupo Bothrops, quando injetam o veneno, produzem sintomas semelhantes: no local da picada, sempre há dor, com aumento progressivo; a região afetada começa a inchar gradativamente e surgem manchas róseas (avermelhadas) ou cianóticas (azuladas ou arroxeadas); a seguir, surgem bolhas, que podem conter sangue no interior. Quando as reações locais se tornam mais intensas, aparece febre e podem ocorrer infecções secundárias. Nas ocorrências graves, é possível surgir vômitos, sudorese e desmaio. Nos casos benignos, o sangue coagula; já nos casos graves, torna-se incoagulável de 30 a 60 minutos depois da picada. Em situações mais severas, há perigo da queda da pressão sanguínea, com possibilidade de colapso periférico.

  


Nome Científico: Bothrops alternatus
Família: Viperidae
Ordem: Squamata
Distribuição: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Habitat: Vegetação rasteira (campos e cerrados), beira de rios e lagos, e também plantações de um modo geral.
Alimentação: Basicamente roedores.
Reprodução: Vivípara (dá à luz filhotes).
Além de urutu, esta serpente também é conhecida como urutu-cruzeiro, jararaca-de-agosto, jararaca-de-rabo-de-porco, coatiara, boicotiara ou simplesmente cruzeira. Com cerca de 1,5 metro de comprimento, ela tem como característica visual desenhos em forma de gancho de telefone ou de ferradura.
Pertencente ao gênero Bothrops, composto por mais de 30 variedades de cobras, uma pesquisa recente descobriu que a Bothrops alternatus é diferente da Bothrops urutu (espécie descrita com uma cabeça mais arredondada que a tradicional triangular das jararacas).
Seja como for, este grupo é responsável por 88% dos acidentes ofídicos ocorridos no País, embora no caso da urutu ela tenha hábitos essencialmente noturnos. Ainda assim é uma das serpentes mais temidas.
Tanto que já é praxe a expressão: uma urutu "quando não mata, aleija". Em parte isso é verídico, já que o veneno destrói as células em torno do local atingido, podendo até causar uma necrose. Portanto, uma dica para reconhecê-la: normalmente possui manchas brancas nas laterais do corpo, em forma de cruz (e, às vezes, elas aparecem também na cabeça). Isso posto, é só passar bem longe dela.

  

Outras informações sobre Jararaca-do-rabo-branco:

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